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Matte Leão: produto orgânico e fábrica verde

coca

Um produto orgânico, saído de uma fábrica verde, sustentável em toda a sua cadeia de valor: esta foi a opção da Coca-Cola Brasil para enfrentar o desafio do Projeto End to End do Walmart.

Além de ser composto apenas de puro mate, o Matte Leão Orgânico a granel é o primeiro produto orgânico da empresa. E a sustentabilidade vai além: é o primeiro a sair da linha de produção da nova fábrica da unidade da Leão, empresa do Sistema Coca-Cola Brasil, recém-inaugurada no Paraná e festejada por sua arquitetura, que incorporou os conceitos do Green Building Council para a sua construção.

Matte Leão é uma marca com 108 anos de história e a Coca-Cola Brasil acredita que tem as qualidades ideais para inaugurar sua linha de produtos sustentáveis. O desafio foi revitalizar um produto com tradição, preservando o sabor e os hábitos associados a ele. O resultado é um chá saboroso, que dispensa o uso de defensivos agrícolas durante o cultivo – o que o torna menos agressivo ao meio ambiente e ao agricultor no manejo da lavoura do chá, além de mais saudável para o consumidor.

A busca pela sustentabilidade é uma constante na atuação da Coca-Cola Brasil que busca permanentemente ajustar seus processos industriais com vistas à ecoeficiencia. A nova fábrica “ecoeficiente” onde o Matte Leão Orgânico é produzido pode ser a primeira no Brasil a receber a certificação LEED (Leadership Energy and Environmental Design) – certificado emitido pelo Green Building Council que atesta a excelência no uso de energia e no design ambiental de edificações.

A unidade já nasce economizando 26% de energia e 36% de água, por conta de especificações do projeto, tais como: aquecedores de água com energia solar; telhado verde que funciona como isolante térmico natural e purificador de ar; reúso de água da chuva em descargas, limpeza de pátios e irrigações.

O desenvolvimento do Matte Leão Orgânico, que levou 12 meses e envolveu uma equipe multifuncional (desenvolvimento de produtos, engenharia de processos, suprimentos, industrial, logística, financeiro, aquisição de matéria-prima, sustentabilidade e marketing), acrescentou conhecimento à empresa. O mercado de orgânicos, uma novidade para a empresa, agora vem sendo pesquisado. A parceria com o Cetea (Centro de Tecnologia de Embalagens), por exemplo, levou à descoberta de que seria possível utilizar a borra, formada pelas folhas de chá após a sua infusão, como adubo orgânico para plantas, evitando assim a geração de resíduos sólidos. Foram ainda pesquisados materiais de embalagens, as tintas utilizadas para a impressão das embalagens e as caixas de transporte.

A demanda da linha Matte Leão tem crescido a cada ano, e a empresa espera a mesma performance com o novo produto, lançado em janeiro de 2010 com exclusividade nas lojas Walmart. Michel Davidovich, diretor geral da Leão resume a expectativa da empresa: “O projeto do Matte Leão “End-to-end”, está totalmente alinhado com a nossa estratégia de oferecer produtos naturais e saudáveis aos nossos consumidores.”

Sustentabilidade na medida: Matte Leão Orgânico
Este projeto teve como base o desenvolvimento de um produto orgânico certificado, bem como a implantação de uma fábrica verde, uso de material reciclado e redução da quantidade de tinta de impressão na embalagem. O projeto alcançou os seguintes resultados:
- uso de 100% de erva mate orgânica certificada pela ECOCERT e pelo IBD (Instituto Biodinâmico) que não utiliza fertilizantes químicos ou pesticidas;
- uso de material 100% reciclado na embalagem do produto, sendo 30% reciclado pós-consumo;
- redução da emissão de CO2 no transporte da erva mate pelo uso de 10% de biodiesel;
- redução de 90% na quantidade de tinta de impressão na embalagem do produto;
- 93% de redução na emissão de compostos orgânicos voláteis com o uso de tinta de impressão de baixo COV;

- comunicação na embalagem para aproveitamento do resíduo do chá como adubo orgânico;

- comunicação na embalagem do produto sobre o ciclo de vida do produto, desde a sua produção até chegar ao consumidor final;

- redução de 23% no consumo de energia no processo de produção;

- redução de 36% no consumo de água no processo produtivo;

- utilização de caixas de transportes feitas com matéria-prima certificada pelo FSC (Conselho Brasileiro de Manejo Florestal).

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